sábado, 31 de março de 2012

E termina mais um mês que a luta contra o racismo tomou mais força.

Onde nossas vozes juntas se transformaram em um só grito, que ainda mais se fortificou, que ecoou entre as montanhas, através dos campos e na imensidão e profundeza do oceano, que como nós foram
divididos, porém não vencidos.

domingo, 25 de março de 2012

A luta contra o racismo faz parte do nosso dia a dia - Hoje 25 de março de 2012 se encerra a semana da luta contra o racismo e discriminação, deste ano 2012. A Luta contra o racismo é também a luta contra injustiça social.

Oculto, disfarçado e desmentido!!!??? Racismo, discriminação, preconceito e intolerância.
Falta mais ênfase, coragem e mais esforço dos meios de comunicação e das associações, precisamos propagar a luta contra o racismo muito mais intensamente, todo dia, toda hora se faz necessário, pois o vivemos a cada minuto de nossas vidas, é só olhar em volta. É preciso mostrar a realidade gritante deste racismo que caminha lado a lado nas ruas do Brasil através da injustiça social. O racismo está disfarçado em varias situações, nas que nos parece mais inofensiva. Faz-se necessário difundir Brasil a fora programas o ano todo. Temos muito que fazer, a luta continua. Para que o massacre de Sharpeville não fosse esquecido, seis anos mais tarde, em 21 de março de 1966 a ONU determina esta data para a lembrança mundial desta luta, celebrando o Dia Internacional para a eliminação da discriminação racial, do racismo, e a partir de 1979 a ONU cria o Memorial Day, convidando a todos os países membros a partir desta data a organizarem todos os anos uma semana de ação solidaria contra o racismo. Na situação que se encontra o racismo no Brasil, podemos e devemos agir mais intensamente.

sexta-feira, 23 de março de 2012

É ignorado o racismo no Brasil? É possível que á raiz da injustiça social esteja no racismo?

21 de março 2012 """33 anos de luta contra o racismo - O racismo no Brasil tem inúmeras facetas. É o sistema social econômico brasileiro racista??????? Racismo, um problema que desde a época colonial até hoje se expanda e piora, mesmo com todo o desenvolvimento econômico apontado pelos cálculos econômicos atuais. Infelizmente esta é á realidade da camada da população que vive de catar lixo, os que vivem jogados nas ruas, bêbedos, drogados ou enlouquecem talvez por desespero e falta de perspectivas. As heranças deixadas pela escravidão ainda estão cravadas a ferro e fogo nestes rostos, nas ruas das grandes das cidades as mímicas no rosto dos que perambulam na linha do destino imposto pela sociedade são sempre parecidas, falta de oportunidade, nenhum apoio, desqualificação profissional proveniente de uma infância ou adolescência sem muita chance. Os negros e os mestiços foram postos a margem da sociedade por uma sociedade racista que ainda detêm á economia do Brasil. Infelizmente esta mentalidade continua, e estes são os que menos têm chances, basta olhar em diversos setores de comando no Brasil, onde o poder reina a quantidade de mestiços ou negros que lá se encontram, e os índios?.... Dos 15 milhões de pessoas entrevistadas em 2011, a maioria afirmam que existe racismo no Brasil, 71 % diz que é evidente no local de trabalho, 68%,3 em relação a justiça e 65% nas relações sociais. Quando se nega o racismo no Brasil, se contribui para que a situação continue se escalando negativamente. Para continuar a sujeitar e dominar esta parcela da população simplesmente se ignora, para que passe despercebido. O censo do IBGE, em 2010 divulgar que a maioria dos brasileiros são de pele escura (negros/mestiços) são 50,7% da população, de cor branca são 47,7 da população, os indígenas 0,4% e amarelos 1,1%. Triste é saber que embora o Brasil viva um desenvolvimento econômico rápido, caminha lentamente em direção á injustiça social. Hoje se encerra a semana internacional da luta contra racismo, mas á luta continua.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Destruição de nossa HISTÓRIA, memória, viva - O povo Awá. Racismo? Ganância? Desinteresse por parte dos brasileiros?

As saias e tipoias de tucum são marca e parte da identidade deste povo. As índias do povo Awá tecem as saias e as tipoias onde trazem seus bebês certamente há anos. Por trás desta habilidade está sabedoria, criatividade e a história deste povo. Seria interessante saber mais sobre eles, nossa gente, nossa HISTÓRIA, nossa memória. Ainda dentro da semana contra o racismo. Quando um povo não conhece sua História e não a valoriza, não pode ter futuro, pois não tem identidade. Aqui uma demonstração de como nossa cultura é rica e o privilégio que temos de ter nossa memória...., sim ainda viva. Devemos divulgar e lutar para evitar a extinção da nossa cultura, só através do conhecimento e da divulgação poderemos nos proteger, pois só quando os projetemos da destruição nos protegemos também, pois eles são nossa memória, e nossa cultura ainda vive e nosso futuro? E os das futuras gerações? Nós somos muitos, e por sermos muitos, temos força se nos unirmos. É tão lindo ver milhares de Instituições, ONGs que divulgam seus interesses em conservar e proteger o meio ambiente, que fazem sua parte, vamos nos juntar em uma AÇÃO, e vamos proteger á natureza ouvindo o apelo que ela nos faz através da voz do povo da floresta. Sim, eu me procuro em fazer o presente, pois me preocupo com o futuro. Dia 21 de março se comemorado mundialmente á luta contra o racismo, agora só falta fazermos nossa parte. Com a colaboração da TV Mirante, Maria Luiza Silva fez um excelente documentário filme. Imagens de Rogerio Rocha, Técnico João Cesar, Áudio Eduardo Rodrigues. Índias da tribo Awá-Guajá amamentam filhotes da floresta programa Fantastico http://www.youtube.com/watch?v=XDa2Gx6CPPo Índias da tribo Awá-Guajá amamentam filhotes da floresta As saias e tipoias de tucum são marca e parte da identidade deste povo. As índias do povo Awá tecem as saias e as tipoias onde trazem seus bebês certamente há anos. Seria interessante saber mais sobre eles, nossa gente, nossa HISTÓRIA, nossa memória.

quarta-feira, 21 de março de 2012

21 de março Mundo afora se comemora solidadiramente o Dia Internacional Contra o Racismo África do Sul: Na manhã de 21 de Março de 1960 moradores de algumas cidades se uniram para um protesto não violento de cinco dias, atendendo um chamado do Congresso Pan africano (PAC). Sharpeville, uma pequena cidade mais ou menos uns 50 km de Joanesburgo, um total de cerca de 20.000 pessoas seguem este chamado. As pessoas protestavam contra as leis do apartheid. Essa lei previa a separação rigorosa dos distritos residenciais e comercias para brancos e negros. De três a quatro milhões de africanos tinham sido deslocados de onde moravam, porque viviam nas áreas que os brancos pretendiam viver. Os negros foram obrigados a viverem em bairros distantes dos brancos "Townships". Mas sem os trabalhadores negros a economia da África do Sul dos brancos teriam entrado em colapso rapidamente. Aprova-se então uma lei, a "residência jurídica", que estipulava o número de negros sul-africanos, nas cidades só a força de trabalho necessária. Os manisfestantes seguiram na direção da delegacia de policia em Sharpe Viller, centro do movimento. A polícia tenta manter a paz da multidão de manifestantes com gás lacrimogêneo e aeronave em baixa altitude. Pouco depois das 13:00 horas escala-se a situação: aparentemente em resposta aos atiradores de pedras, a polícia disparou contra a multidão. As pessoas fugiram em pânico, a polícia continuou disparando. 69 pessoas mortas, incluindo oito mulheres e dez crianças. Muitas declarações relatam que cerca 180 a 300 pessoas foram feridas, algumas gravemente. Em lembrança do massacre de Sharpeville, seis anos mais tarde, em 1966, 21 de Março é declarado pelas Nações Unidas " Dia Internacional para a eliminação da discriminação racial". a partir da em 1979 as Nações Unidas cria o Mmorial Day, e convida todos os seus Estados-Membros para organizar todos os anos uma semana de ação solidaria, juntamente com as vítimas e os que são contra o racismo. 1996 é definitivamente criadas por Nelson Mandela, em Shapeville, a nova Constituição da África do Sul, democrática em suas leis. apartir de 21 de Março é comemorado na África do Sul " South Afrikan Humana Rights Day", o DIA dos Direitos Humanos na África do Sul.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dignidade versos Racismo Ignorância e Arrogância.


Depois de ter lido um artigo sobre a revista francesa ELLE, resolvi reaver minhas lutas e me dedicar mais intensamente ás batalhas, me pronunciar oficialmente, me juntar aos que usam á internet para lutar. Passei dias lendo e analisando texto de Blogs de outras pessoas que se preocupam com o tema, com ás notícias sobre o assunto. Nesta caminhada percebi que não estou tão sozinho, o que achei ótimo, mas constatei fatos quase inacreditáveis em nosso milênio, as atrocidades morais e as violências cometidas pelos que partilham desta mentalidade, os racistas.

Existem países que vivem violentamente o racismo, onde o povo se confronta com este tipo de mentalidade sistematicamente, o Sudam, o povo é perseguido por pertencer a outra etnia, os que cometem as atrocidades, denominam seus massacres, de limpeza étnica, absurdo, Nova Zelândia e Austrália onde os  mestiços e estrangeiros são discriminados, os nativos são oprimidos e continuamente dizimados. Na Europa  as violências dos neo-nazistas são continuas, no Senado se discute a proibição deste partido, está havendo um retrocesso na Europa, por exemplo na Noruega, onde  vimos no ano passado o massacre de muitos jovens em nome do racismo, e os contínuos assassinatos isoladas de muitos outros.

Me pergunto quando está mentalidade será banida de uma vez por todas.

Este tipo de mentalidade do ser humano, tal colocação do individuo, de pessoa para pessoa, são atitudes, a meu ver, que decorrem muitas vezes da arrogância e na maioria dos casos da ignorância, chegando a levar seres humanos a agirem como bestas (monstros).
Discriminação, Racismo e Preconceito, são temas que muitas vezes constrangem, é possivel, ou não querem tratar com á seriedade devida, para não correr o risco de eliminar de uma vez por todas, pois os que têm o poder de propor uma reflexão, interferir, intensivar á luta para eliminar este tipo de atitude oriunda da mentalidade doentia de algumas pessoas, se omitem, ou a usam para interesse próprio, distorcendo as situações e prejudicando, deixando que ocorram mais vítimas dos atos dos que compartilham  desta mentalidade, que trazem em si ou se deixam contaminar. Se nos calarmos, ás gerações futuras continuaram sofrendo conseqüências e serão vítimas desta mesma mentalidade.

No Brasil ainda hoje, pessoas que têm pele escura são mostradas sempre a margem da sociedade e como fracassados, como vítima de si mesmo e não de uma sociedade injusta como é a do Brasil. Se continuarmos nos omitindo, causamos danos ainda maiores a auto-estima das gerações futuras que diariamente são confrontadas com tais exemplo negativos, sem saberem o verdadeiro motivo de tal situação, vivendo situações negativas e recebendo informações distorcidas que entram dia após dia  pelo poderoso meio de comunicação que é ainda  á TV, e são estes justamente, os que não têm acesso á internet, a maior parte da população,  e também não a outros meios de comunicação (livros, revistas jornais) e de informações, pois são caríssimos e nem sempre comprometidos com a causa, á internet é um meio de comunicação democrático, que no Brasil ainda não pode fazer valer sua democracia, ainda vivemos a ditadura da comunicação, pois somente 57,8 milhões de pessoas tem acesso, para uma população de mais 190 milhões brasileiros (dados de 2011), é algo significantemente, portanto falta acesso a outros argumentos para que possam refletir, para que possam avaliar o que realmente acontece ao seu redor, absorvem os que é transmitido, sem que estejam preparados para argumentar. Uma total falta de respeito chegando a ser criminoso.

Esta frase abaixo, por exemplo. Devemos ou podemos nos se sentir ofendido?
"No Fashion Week já temos muitos negro costurando, muitos com mão de ouro, fazem coisas lindas, tem negros assistentes, vendedores por que têm que estar na passarela?"
Absurda realidade,  se não tivesse lido em várias Blogs, talvez não tivesse acreditado. Inacreditável como pode existir tanta intolerância em relação à pessoa com outra cor de pele, de outra etnia, por ser gorda ou por ser portador de necessidades especiais, e á arrogância chega a ser repugnante.

Os conflitos étnicos no Sudam causam todos os dias inúmeras vítimas, na Noruega um neo-nazista massacrou inúmeros jovens não faz muito tempo. No Brasil o racismo causa morte de inúmeros jovens devido a falta de oportunidade e de respeito.

Os artigos sobre a revista francesa ELLE, me chamaram a atenção para á realidade que vivemos, que há possibilidade, é só se empenhar em buscar as alternativas, é só ser verdadeiramente conseqüente, e colocamos um basta muito rapidamente na intolerância e na arrogância dos que exercem o racismo no Brasil. A revista francesa  ELLE, foi obrigada a retirar um artigo de sua Blog, demitir sua funcionaria e pedir desculpas pelo artigo que foi escrito.
O artigo da Blog da revista francesa na internet provocou um avalanche de indignações e manifestações de revistas concorrentes, Blogs americanas e jornais reagiram rapidamente, pressionando a chefe de redação, que teve que agir conseqüente e rapidamente.

Na Blog da revista ELLE francesa foi escrito um artigo, que segundo a chefe de redação, só estava querendo contemplar a elegância dos Obamas, porém o artigo foi escrito de uma forma racista e extremamente deselegante, o que custou a cabeça da autora do artigo e um pedido de desculpas através da TV pela chefe de redação. Foi questão de apenas alguns dias para se ter um resultado positivo, fruto de uma reação rápida e organizada, e de uma seriedade enorme.
O artigo tratava da elegância do casal Obama, dizendo que eles se adaptaram perfeitamente ao estilo do "branco", e que os rap com suas calças largas e os afro americanos que desfilam nas ruas no seu dia a dia, deveriam imitar o estilo de Michelle e Barak Obama, estas palavras causaram a retirada do artigo e a demissão imediata da autora e o pedido de desculpas da chefe de redação.

No Brasil um Sra. expõem sua mentalidade arcaica e racista em um grande Jornal, a Folha de São Paulo, e não houveram conseqüências, se desfaz de uma grande camada da população e nós nos satisfazemos apenas com uma declaração de pedido de desculpas, com frases que nos levam a pensar até que ponto foi mesmo um pedido de desculpas. Em meus ouvidos (melhor dizendo em meus olhos) não parece um pedido de desculpas. Ela diz, que colocaria as negras/pretas, se as agências enviassem modelos afro-descendentes que se adequassem ao perfil do tema do desfile, me pergunto se o que ela pretendeu dizer com estas palavras, foi mesmo o que li e entendi,  se foi isto mesmo que ela falou para o jornalista ao telefone. Será que ela queria dizer, que afro-descendentes para trabalharem para ela, deveriam ter á pele branca como ela? Será que entendi errado? E fico mais ainda em dúvida, quando leio mais um frase em sua declaração, que me lembra uma das frases famosas de Fernando Henrique, quando ele disse ter o pé na cozinha, indiretamente na África, que não deixa de ser verdade, pois pelo menos mais que 50% da população brasileira se ajusta aos padrões adequados para se considerarem afro-descendente. Penso ter lido algo que não entendi ou passei por cima sem perceber, pois afinal o questionado foi á cor da pele, e não descendência. E ela por sua vez, procura esclarece o incidente, se dizendo descendente de africanos, que seu avô é negro, e assim ela está automaticamente se colocando como uma afro-descendente, e aí como é que ficamos? Então me lembro, que perfil era o tema. As pessoas de pele escuras não são compatíveis aos os temas que ela desenvolve? Não somos adequados ao perfil do tema? Ou não temos o perfil dos temas por ela desenvolvidos? Ou será que não  temos o perfil dentro dos padrões de beleza exigidos por ela e seu público? E assim segue o racismo na mais conhecida Fashion Weer da America do sul, que é conhecida mundialmente também, e infelizmente,  pelo racismo de seus estilistas, em  São Paulo, no Brasil, dá pra entender?

Boa parte dos afro-descendentes já têm um alto poder de compra e já está chegando nas mãos de afro-descendentes no Brasil, sejam eles pretos, negros, mamelucos, morenos, cafuzos ou como quiserem se denominar. Portanto amores,  mesmo que lentamente, estamos chegando, e exigimos respeito.

Para que desejos se tornem realidade é necessário ser conseqüente. Devemos ser conscientes e reivindicarmos mais possibilidades de formação profissional, para teremos melhores oportunidades e bons salários, dignidades nos locais de trabalho, punição severas aos atos de racismo, fazer valer á lei ao ser aplicada, maior isentivos fiscais para projetos voltados a reforçar  á auto-estima - criação de mais projetos culturais, melhores condições de financiamento aos que querem abrir um negócio ou fundar uma empresa, pois serão novas oportunidades de empregos,  e assim preparamos as bases para que nossas futuras gerações não se deixem oprimir como o que esta acontecendo com a nossa. Por medo de perder o emprego muitos não são verdadeiramente expressivos ou não emitem suas opiniões, se submetem a humilhações, pois querem trabalhar, muitos modelos e pessoas de pele escura em determinada posições se calam, se deixam menosprezar e oprimir, pois não querem por em risco suas atuais posições. Se faz necessário ser conseqüente, pois só com trabalho efetivos no presente podemos proteger as gerações futuras.

Inacreditável, para revista francesa ELLE, as conseqüências foram sérias e mais rápidas, com pedido de desculpa feito através da TV, quem sabe, certamente foi a repercussão e a reação rápida das vítimas. Quem sabe resultado de muita auto-confiança e auto-estima. Devido ao acesso  rápido aos meios de comunicação, uma ação negativa se tornou positiva, pois chamou a atenção, propôs reflexões e reações, e mostram o quanto a auto-estima do afro-descendente e do próprio africano se fortaleceu. Pois agora só nos falta nos engajarmos mais e mais nesta luta, procurarmos meios de termos mais acesso a cultura e produzirmos também, e com mais confiança lutarmos para fazer valer nossa parte no poder econômico, na produção de cultura e por aí a fora.

Só através de medidas enérgicas e consequentes teremos o respeito devido.

Vamos celebrar uma primeira conquista mundial, pois muitas outras virão.

























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